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Originalidade em fibra
Veteran - VCCMG
Depois de fazer bonito nas pistas, Puma de 1972 ganha o prêmio The best of show em rali realizado em Punta del Leste,no Uruguai
Os brasileiros têm motivos de sobra para se orgulhar de sua indústria automobilística. Prova disso é que alguns modelos do passado fazem sucesso em encontros de antigos e competições. Um exemplo recente é o conservadíssimo Puma de 1972, que correu entre modelos BMW, Porsche, Austin-Healey, Alfa Romeo e Triumph, se firmando como a estrela do Rallye de Punta del Leste, no Uruguai. Não que o brasileirinho com carroceria de fibra tenha vencido a competição, mas encantou tanto os jurados que ganhou o prêmio The best of show do evento. O Puma pertence ao empresário e colecionador de antigos Paulo Lomba, que saiu do Rio de Janeiro para mostrar as qualidades do esportivo brasileiro no Uruguai. Ele conta que o Rallye de Punta del Leste é uma prova para carros clássicos e segue os padrões da francesa FIVA, Fédération Internationale des Véhicules Anciens (Federação Internacional de Veículos Antigos). Para conceder o prêmio The best of show, os jurados levam em consideração a importância histórica do modelo, a raridade, a originalidade e o desempenho durante a competição.
No rali Paulo não foi bem com o Puma, mas nos autódromos de El Pinar e El Jagüel marcou os melhores tempos, deixando a refinada concorrência para trás. E o detalhe interessante é que o empresário foi mais rápido na pista tendo sua mulher ao lado, enquanto os pilotos concorrentes dirigiam sem acompanhante. “Fizemos barba, cabelo e bigode em verde e amarelo”, diz orgulhoso. Motores O colecionador de antigos conta que seu Puma 1972 é um modelo de rali, do qual foram feitas apenas seis unidades. Era oferecido na época com motores 1.8, 2.0 e 2.2 litros, com cárter seco e dois radiadores de óleo na frente. O limpador do pára-brisa é pantográfico, como o do SP2, e o painel tem alguns instrumentos extras, como marcadores de temperatura e pressão do óleo e voltímetro. O Puma de Paulo tem motor VW 2.0 de 122cv de potência, refrigerado a ar, e relação final da transmissão mais longa, favorecendo o desempenho em competições.
O câmbio é de quatro marchas, o sistema de freios conta com discos na dianteira e tambores na traseira, e a capacidade do tanque de combustível é de 50 litros. Paulo revela que o Puma já havia sido premiado em Brasília e Araxá, em 2006, quando ficou entre os melhores do encontro. Já foi matéria da revista inglesa Classic and sports cars e nas comemorações dos 40 anos da Puma, na pista da Pirelli, em São Paulo, marcou os melhores tempos. Paulo Lomba conta que comprou o Puma na capital paulista, em 2000. “O carro preservava toda originalidade, mas foi preciso restaurá-lo”, diz o empresário, acrescentando que quando vai aos eventos de antigos, gosta de ir dirigindo o Puma. É a paixão declarada pelo esportivo nacional.
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